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Para 74% das brasileiras, ascensão profissional é sinônimo de sobrecarga

Mas apenas 49% dos homens sentem que o avanço na carreira é acompanhado por um maior acúmulo de funções, revela levantamento.

Por Redação 8 mar 2026, 15h30 • Atualizado em 12 mar 2026, 13h09
Ilustração de uma mulher com papéis adesivos colados em sua face.
 (Malte Mueller/Getty Images)
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  • Apesar de avanços da presença feminina no mercado de trabalho, a percepção de desigualdade de gênero segue forte entre profissionais brasileiras. Segundo o levantamento “Oldiversity”, realizado pela Croma Consultoria, as mulheres apresentam uma postura mais crítica que os homens em relação a temas como remuneração, acesso à liderança, discriminação em contratações e acúmulo de funções.

    A respeito da desigualdade salarial, por exemplo, 82% das entrevistadas acreditam que seus colegas do sexo masculino ganham mais do que elas, mesmo quando ocupam cargos equivalentes. Entre eles, 66% compartilham dessa opinião. Há também uma percepção de desequilíbrio no topo da hierarquia, com 83% das mulheres sentindo que a presença feminina é menor nos cargos de liderança, contra 68% dos homens.  

    Para transformar esse cenário, o fundador da Croma Consultoria, Edmar Bulla, aponta a necessidade de que organizações e marcas adotem medidas efetivas, como políticas transparentes de equidade salarial, programas de desenvolvimento de carreira com igualdade de oportunidades e campanhas justas de valorização de competências. “Somente ações consistentes podem demonstrar um compromisso real com a inclusão e a equidade de gênero”, explica.

    A pesquisa também constatou que, para 68% das mulheres e 51% dos homens, existe discriminação por parte das empresas brasileiras na contratação de profissionais do sexo feminino. E 21% das entrevistadas relatam já ter sido discriminadas, mais que o dobro do percentual dos entrevistados (9%). Além disso, 74% das mulheres sentem que há um maior acúmulo de funções conforme avançam na carreira. Mas apenas 49% dos homens associam a ascensão profissional a um aumento da sobrecarga.

    Crescer na carreira não deveria implicar em aceitar a sobrecarga como parte do processo, diz Mila Rabelo, CLO da techfin Paag. “Quando o mercado passa a olhar com mais atenção para a saúde mental das mulheres, abre-se espaço para modelos de trabalho mais conscientes e equilibrados. Esse movimento ainda está em construção, mas é um passo importante para que o avanço feminino nas empresas venha acompanhado de condições reais de permanência, desenvolvimento e bem-estar”, afirma. 

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    Apesar das desigualdades, as mulheres demonstram grande confiança em relação à sua capacidade profissional: 73% das participantes do levantamento dizem que são plenamente capazes de realizar os mesmos trabalhos que os homens, número que é significativamente menor entre eles (58%). E 90% delas afirmam que ocupam funções antes predominantemente masculinas, percepção que também é compartilhada por 85% deles.

    Quanto aos avanços sociais no combate à violência contra a mulher, 76% das mulheres e 72% dos homens acreditam que houve aumento no enfrentamento à violência de gênero na última década. Mas apenas 51% das entrevistadas e 47% dos entrevistados sentem que o mercado de trabalho está se adaptando às demandas dos movimentos feministas.

    “No contexto do Dia Internacional da Mulher, o levantamento reforça que ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e promover ambientes corporativos mais inclusivos permanece uma agenda estratégica para o futuro do trabalho e que vale ser trabalhada como pauta prioritária sempre”, conclui o fundador da Croma Consultoria.

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