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Como transformar o trabalho para obter valor com a IA

As empresas estão enfrentando dificuldades para aproveitar o potencial da tecnologia. Para isso, o RH precisa aprimorar, redesenhar e inventar funções.

Por Redação 21 Maio 2026, 12h40
Imagem, em fundo verde, de placas eletrônicas de computador dispostas em sequência.
 (Repo/Getty Images)
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Os CEOS estão buscando crescimento com o menor custo possível e trabalhando com os CFOs para definir metas ambiciosas que exijam elevação da receita e da produtividade sem aumentar o número de funcionários. E as empresas estão recorrendo à IA para alcançar essas metas. Mas apenas um em cada cinco projetos de IA alcança um retorno sobre o investimento mensurável – e apenas um em cada 50 gera valor disruptivo.

Especialistas defendem que as organizações precisam redesenhar a forma como o trabalho é realizado para obter valor da IA. E o RH está em uma posição privilegiada para ajudar os colaboradores a entender como fazê-lo, de modo a antecipar as consequências dessas reformulações para os funcionários e assegurar que a organização terá os talentos necessários para criar novas formas de trabalho.

Dados do Gartner mostram que as unidades de negócios que redesenham a forma como o trabalho é realizado, em vez de apenas implantar ferramentas de IA e incentivar os funcionários a usá-las, têm duas vezes mais chances de superar suas metas de receita.

As organizações estão mudando o trabalho de três maneiras principais: aprimorando, redesenhando e inventando funções. Entenda a seguir.

Tabela, em fundo areia, com três consequências no trabalho após utilização de ferramentas de IA.
(Camila Leite/VOCÊ RH)
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A chave é guiar os profissionais para oportunidades mais promissoras. Os CHROs devem trabalhar em parceria com diretores de tecnologia para ajudar os funcionários a identificar como adotar a IA em seus fluxos de trabalho, criando diretrizes para cada função e conduzindo workshops.

Com orientação, 15% dos funcionários de uma empresa alcançam o status de especialistas.

Veja como a curva do engajamento em relação à IA, que mede a frequência com que os profissionais usam tais ferramentas e o valor que eles obtêm com isso, se desloca para a direita no gráfico abaixo.

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Gráfico, em fundo areia, com duas consequências no trabalho após utilização de ferramentas de IA.
(Camila Leite/VOCÊ RH)
Tabela, em fundo areia, com três consequências no trabalho após utilização de ferramentas de IA.
(Camila Leite/VOCÊ RH)
Tabela, em fundo areia, com duas consequências no trabalho após utilização de ferramentas de IA.
(Camila Leite/VOCÊ RH)
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Para evitar demissões prematuras, os CHROs devem trabalhar com seus pares da alta administração para alinhar as expectativas dos líderes com a maturidade atual da IA – e estabelecer formas de constatar quando a tecnologia estiver pronta para assumir partes maiores do trabalho.

Os empregos não vão desaparecer no curto prazo, mas a demanda por trabalho já está se deslocando para áreas com crescimento impulsionado pela IA. O papel imediato do RH é identificar funções com demanda crescente e decrescente para oferecer oportunidades de desenvolvimento e realocação. Sem isso, as empresas não terão os talentos necessários para criar novas formas de trabalho.

Como o RH pode apoiar a adoção da IA

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Medindo a transformação

Valide o progresso da sua organização em relação à IA acompanhando estes aspectos:

  • Valor percebido da IA: o percentual de funcionários que relatam que a IA melhora a qualidade e a velocidade do trabalho.
  • Problemas com talentos: o número de consequências, ou imprevistas ou indiretas, relacionadas à força de trabalho após um projeto de reestruturação, como falta de profissionais qualificados.
  • Saúde do pipeline: a força do pipeline de talentos em funções redesenhadas por conta da IA.
  • Mobilidade interna: o número de movimentações internas de funções em declínio para áreas de crescimento relacionadas à IA.

Este texto faz parte da edição 103 da Você RH, que chegou às bancas no dia 4 de abril.

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