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Semana de 4 dias de trabalho ganha força com aumento da produtividade

Apesar de ainda distante da realidade brasileira, a jornada reduzida tem inspirado discussões — e práticas — fundamentais para o futuro das empresas

Por Paula Simões e Marcia Kedouk Atualizado em 6 jun 2022, 11h13 - Publicado em 3 jun 2022, 06h41
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ntre junho e dezembro de 2022, 3 mil trabalhadores de 60 empresas na Grã-Bretanha vão testar a semana de quatro dias sem redução de salário. O projeto-piloto, que reúne companhias e instituições de vários segmentos, incluindo uma cervejaria e uma fabricante de produtos médicos, é coordenado por pesquisadores das universidades britânicas de Cambridge e Oxford e do Boston College, nos Estados Unidos.

Entre 2015 e 2019, a Islândia fez um experimento parecido, com a redução da jornada semanal de 40 para 35 ou 36 horas em quatro dias úteis. A pesquisa envolveu 2.500 trabalhadores. Os resultados — funcionários igualmente produtivos, mas menos estressados e muito mais motivados e engajados — inspiraram outros países a investigar melhor essa relação entre menos dias no escritório e maior produtividade.

A Bélgica anunciou recentemente uma experiência, mas com compensação de horas. Os trabalhadores no país podem escolher como vão cumprir a carga de 38 horas semanais, dividindo-a em quatro ou cinco dias. A opção pode ser mudada a cada seis meses.

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E essa disposição para discutir mais seriamente o modelo também tem partido de empresas, incluindo multinacionais. A Unilever anunciou em 2021 um estudo com os 81 funcionários da companhia na Nova Zelândia, e a Microsoft fez uma ação em 2019, no Japão, em que 2.300 profissionais deixaram de trabalhar às sextas-feiras durante o mês de agosto. Os dados divulgados pela companhia de tecnologia se mostram favoráveis à prática: a produtividade aumentou 40%, os custos com energia elétrica diminuíram 23% e a satisfação com a ação foi de 92%. No Brasil, as iniciativas ainda são tímidas, mas já começam a aparecer.

Aprendizado constante
Em 2021, a Winnin, empresa de softwares para criação de conteúdo, decidiu testar a jornada reduzida. “Com um ano e meio de pandemia em curso, a gente identificou que o time estava sentindo o estresse e o cansaço do modelo de trabalho tradicional”, afirma Gian Martinez, CEO e cofundador da Winnin. “E também começamos a procurar mais formas de reter nossos talentos frente a outras empresas de tecnologia”, diz. A ideia era experimentar a prática por um mês, mantendo a produtividade sem a necessidade de compensar as horas trabalhadas nos dias úteis.

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Este trecho faz parte de uma reportagem da edição 80 (junho/junho) de VOCÊ RH. Clique aqui para se tornar nosso assinante

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