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Rafael Souto

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CEO e fundador da Produtive, consultoria especializada em gestão e transição de carreira, e membro do conselho da Amcham.

Como desbloquear o poder da inteligência coletiva

Não basta ter colaboração. É preciso direcioná-la, identificar lacunas de skills e adotar uma abordagem humanizada da IA para um ambiente mais engajador.

Por Rafael Souto, colunista da VOCÊ RH
29 jan 2025, 18h07
Ilustração de um coletivo remando em uma flecha.
 (sorbetto/Getty Images)
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O simples ato de trabalhar em equipe não garante sucesso nenhum. Para alcançar resultados excepcionais, as empresas precisam ir além da colaboração e cultivar a inteligência coletiva, um conceito que extrapola a soma das partes.

Enquanto a colaboração representa o processo de trabalho conjunto, a inteligência coletiva é o resultado – um efeito sinérgico que impulsiona inovações e soluções criativas. Uma pesquisa do Gartner, por exemplo, indica uma preocupante queda na satisfação dos funcionários com a colaboração, de 36% em 2021 para uma projeção de apenas 22% em 2027. Isso demonstra a urgente necessidade de aprimorar não só a colaboração em si, mas principalmente a forma como as empresas a orientam. Dados da mesma pesquisa mostram que apenas um terço das organizações oferece diretrizes formais para a colaboração eficaz, deixando um grande espaço para melhorias.

A inteligência coletiva, por sua vez, destaca-se por gerar resultados muito além do esperado. Organizações que conseguem direcionar a colaboração de forma eficiente, de acordo com o Gartner, registram ganhos significativos: 35% mais retenção de talentos, 37% de aumento na inovação e 10% a mais em lucratividade. Para alcançar esse nível de excelência, é preciso adotar uma abordagem estratégica, que engloba três pilares fundamentais.

Três ações para a inteligência coletiva

Primeiro, é necessário criar uma colaboração orientada, indo além de meros incentivos ao trabalho em equipe. Isso envolve identificar as necessidades específicas de cada grupo, reforçar as melhores práticas e estabelecer normas claras para a interação. Criar guias, rituais e métricas para medir o sucesso da colaboração são exemplos práticos.

Em segundo lugar, construir a inteligência coletiva demanda identificar as funções mais impactadas pelas mudanças tecnológicas – as chamadas “funções dinâmicas” – e aproveitar a expertise da força de trabalho para suprir as lacunas de habilidades. Programas de mentoria, plataformas para o compartilhamento de conhecimento e iniciativas de aprendizagem colaborativa podem desempenhar um papel vital nesse processo.

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Por fim, a implementação de uma inteligência artificial humanizada é crucial. A IA deve ser uma ferramenta que potencializa as capacidades humanas, e não as substitui. Priorizar a produtividade sem perder de vista as necessidades dos colaboradores é fundamental. Isso inclui envolver os funcionários nas decisões sobre tecnologia e direcionar os recursos de IA para solucionar as demandas reais da equipe.

Por um engajamento sustentável

A pesquisa do Gartner também destaca a defasagem entre a velocidade das mudanças no trabalho e o desenvolvimento de habilidades. Apenas 51% dos trabalhadores se sentem preparados para lidar com situações imprevistas, evidenciando a necessidade de um desenvolvimento mais ágil. Apesar de 52% das empresas terem revisado seus programas de desenvolvimento de liderança, 33% dos líderes ainda enfrentam lacunas de habilidades significativas. A inteligência coletiva, portanto, se apresenta como um caminho para superar esses desafios.

Em conclusão, enquanto a colaboração é a base, a inteligência coletiva define o futuro das organizações de sucesso. Ter uma cultura de colaboração orientada, construir iniciativas de inteligência coletiva e adotar uma abordagem humanizada da IA não só elevam o desempenho e a lucratividade, mas também promovem um ambiente de trabalho mais satisfatório e engajador, assegurando um futuro próspero e sustentável, baseado na força unida de todos os colaboradores.

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Mais do que simplesmente colaborar, o foco deve ser aprender a colaborar eficazmente e extrair todo o poder do coletivo.

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