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Três previsões para o RH em 2026, segundo o LinkedIn

Uso crescente da inteligência artificial na área pode criar oportunidades, mas também gerar novas tensões.

Por Gabriela Teixeira
29 dez 2025, 10h00 •
Imagem de uma mão de IA cibernética mostra à mulher de negócios com binóculos para onde olhar.
 (FotografieLink/Getty Images)
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  • Todo fim de ano, em dezembro, o LinkedIn publica o relatório Big Ideas, com previsões que devem marcar o ano seguinte, de acordo com especialistas. Na edição deste ano, lançada no dia 16, um dos temas centrais é a tecnologia. Especialmente a inteligência artificial, que, cada vez mais presente no cotidiano humano, tem transformado o modo como nos educamos, trabalhamos, cuidamos da saúde e nos relacionamos em comunidade.

    Para 2026 podemos esperar um mundo em transformação, indica o relatório, onde a crescente proximidade entre tecnologia e humanidade criará oportunidades e tensões inéditas. A seguir, separamos três previsões do LinkedIn sobre o uso de IA na área de Recursos Humanos em 2026.

    Transparência nos recrutamentos

    Que a inteligência artificial tem sido utilizada em processos seletivos (por empresas e candidatos) não é novidade. E, a partir do ano que vem, esse uso deve aumentar. Isso porque existem indícios de que os recrutamentos realizados com o auxílio da tecnologia podem ser mais justos e transparentes do que aqueles conduzidos somente por humanos.

    O relatório cita como exemplo um estudo da Universidade de Chicago, que realizou um experimento em parceria com uma empresa de recrutamento. Durante um processo seletivo, 70 mil candidatos foram designados de forma aleatória para serem entrevistados por recrutadores humanos, agentes de IA ou para escolher entre as duas opções. A decisão final de contratação foi tomada por humanos, mas as entrevistas feitas com IA aumentaram as ofertas de emprego em 12%, as contratações em 18% e geraram uma taxa de retenção acima de 16% nos primeiros quatro meses.

    A cautela ainda é necessária, alerta o LinkedIn, mas está cada vez mais claro que a tecnologia é capaz de impactar o cenário de recrutamento ao facilitar que candidatos se conectem a oportunidades de sucesso.

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    O fenômeno dos funcionários “bumerangue”

    Por falar em contratação, é possível que a primeira da sua empresa no ano que vem seja a de um ex-funcionário, diz o relatório. Sobretudo em empresas que reduziram o quadro de trabalhadores para investir em IA, tem crescido a percepção de que o fator humano segue indispensável em algumas funções.

    O relatório cita o caso da fintech sueca Klarna. Em 2024, a empresa lançou um chatbot de atendimento ao cliente capaz de substituir o trabalho de 700 pessoas. Com o passar do tempo, contudo, a mudança causou um aumento na insatisfação dos clientes e, nesse ano, a Klarna passou a recontratar ex-funcionários. Os cortes iniciais, motivados por custos, diminuíram também a qualidade do serviço e agora a empresa está investindo “na qualidade do suporte humano como o caminho para o futuro”, declarou o CEO Sebastian Siemiatkowski.

    A tendência de recontratação tem nome – funcionários bumerangue – e deve crescer no próximo ano, prevê o LinkedIn: uma pesquisa da Forrester revela que 55% dos empregadores que demitiram por causa da IA estão arrependidos, enquanto uma análise da Visier indica que, no último ano, cerca de 5% dos trabalhadores dispensados foram readmitidos.

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    Automação das tarefas administrativas

    O próximo grande alvo da IA serão os fluxos internos aponta o relatório. “A gente tem um cenário de muita ineficiência, com processos super manuais, especialmente em áreas como jurídico, financeiro, fiscal e RH. Só que agora, com IA generativa e automações mais inteligentes, essas tarefas finalmente estão ficando automatizáveis”, disse Carolina Kia Takada, CRO da BRQ Digital Solutions, ao LinkedIn Notícias.

    A demanda por automação dos processos administrativos cria oportunidades para startups, mas pode, simultaneamente, causar a diminuição de cargos no backoffice. Daí a importância de desenvolver competências analíticas, orienta Léo Kaufmann, CEO da RH Summit. Segundo ele, “o RH que vai sobreviver em 2026 não é o que preenche planilhas, é o que lê o presente”.

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